Blog de Attico Chassot


 
 

Agora é BLOG DO MESTRE CHASSOT

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Deste dia 01 de dezembro esta com N O V O endereço. Está mais bonito. Vale visitar.



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Escrito por Chassot às 09h19
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Blog do Mestre Chassot

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Escrito por Chassot às 11h25
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A partir de 1º de dezembro este blogue muda de endereço:

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Peço a compreensão com os transtornos da mudança de endereço. Aos que puderem me subsidiar com retornos e sugestões, muito obrigado.

 

Quando faltam três dias para a COP-15 – Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU, em Copenhague, vale recordar uma vez mais Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente: “Há um ditado africano que diz que não deixamos a terra de herança para nossos filhos e netos. Estamos tomando-a emprestada. Se somos responsáveis, precisamos devolvê-la nas mesmas ou em melhores condições. Esse é o nosso compromisso.” Que saibamos honrar esse compromisso.

 



Escrito por Chassot às 09h02
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Faltam quatro dias para a COP-15: Conferência do Clima de Copenhague

A partir de 1º de dezembro este blogue muda de endereço:

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Escrito por Chassot às 00h34
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VIVER COM AIDS É POSSÍVEL. COM PRECONCEITO NÃO.

  01DEZEMBRO2009

TERÇA-FEIRA

Faltam 05 dias para a COP-15: Conferência do Clima de Copenhague

Porto Alegre

Ano 4 # 1216

No dia Mundial de luta contra Aids a ratificação aqui de lema deste ano: VIVER COM AIDS É POSSÍVEL. COM PRECONCEITO NÃO.

 E... já estamos no último mês do ano. Terminou novembro que em Porto Alegre teve recorde histórico( nos 100 anos em que há registros) 293 ml/m2. Em São Luiz Gonzaga foram 660 ml/m2 em dezembro.

Não vou ancorar-me no senso comum e dizer: “Como este ano está passando rápido!” ou, “Quando éramos pequenos, custava chegar o natal, agora parece que foi ontem, que dizíamos: ‘feliz ano novo!’” Mas há que reconhecermos que o tempo cuidado por Kairos tem outra dimensão daquela do controlador Cronos. 

Os gregos antigos tinham duas palavras para o tempo: chronos e kairos. Enquanto chronos refere-se ao tempo cronológico, ou sequencial, que pode ser medido, kairos refere-se a um momento indeterminado no tempo, em que algo especial acontece, em Teologia, é "o tempo de Deus"

Esta distinção usada também em teologia para descrever a forma qualitativa do tempo, kairos – o "tempo de Deus", enquanto chronos é de natureza quantitativa, o "tempo dos homens". Na teologia cristã, em síntese pode-se dizer que chronos, o tempo humano (medido), é descrito em anos, dias, horas e suas divisões. Enquanto o termo kairos, que descreve "o tempo de Deus", não pode ser medido, pois "para o Senhor um dia é como mil anos e mil anos como um dia." (2 Pe 3:8).

Este intróito é uma provocação ao Marcos – o apreciado comentarista de cada dia – que tem expertise em mitologia para que traga um comentário pertinente aos deuses que gerem o tempo.

Esse preâmbulo também quer introduzir uma crônica. Vou-me apropriar de um dos maiores e mais lidos cronistas gaúchos da atualidade. Por primeiro devo dizer que o mesmo usualmente me desagrada, pois não conheço maior megalômano que Paulo Santana. Realmente esse se acha ‘a melhor bolachinha do pacote.’ Quando, na noite da última quinta-feira, no seminário de História e Filosofia da Ciência na UNISC disse que ‘valia a pena lerem a crônica do Santana daquele dia’ eu me estranhei. Era a primeira vez na vida que chamava esse autor para uma aula minha. Com presteza, quase que me retrato diante do grupo. Pois hoje, também pela primeira vez, esse mega-star é convidado para esse blogue.

Quase posso assegurar que dirão que eu não poderia ter feito melhor escolha para refletirmos sobre a passagem do tempo. E mais, esposo a tese do cronista que esta em ‘A morte Piedosa” publicada em Zero Hora no dia 26 de novembro. Antes meus votos de uma muito boa terça-feira que faz a inauguração dezembrina. Adito ainda o convite para nos lermos aqui, amanhã.

Agora, imaginem fogos de artifícios e salvas de canhões na ‘Abertura Solene Para o Ano de 1812’ de Pyotr Ilyich Tchaikovsky e leiam Paulo Santana.

Chamou-me a máxima atenção o caso do belga Rom Houben, que todos acreditavam passar por estado vegetativo, em coma que durou 23 anos, mas agora se comunicou com os médicos e declarou que esteve consciente durante esse tempo todo, sem contato nenhum com o mundo externo que não fossem seus ouvidos.

O caso é realmente fantástico. O cérebro do jovem belga esteve raciocinando durante 23 anos, mas ele não podia cometer qualquer movimento que pudesse acusar seu estado consciente para suscitar providências médicas respectivas.

Acho até que não posso usar esta expressão, mas esse heroico cidadão belga esteve em coma consciente por 23 anos.

Como disse Zero Hora anteontem, Rom foi prisioneiro do próprio corpo por 23 longos anos. Não tinha como sair de si e ter contato com o mundo externo.

Imagine-se o sofrimento desse homem. Nem sei como não enlouqueceu. Ele ouvia tudo o que diziam em torno de si os médicos e seus familiares, devia munir-se de intensa e crucial agonia, querendo transmitir sua consciência mas não podendo mover nenhuma parte de seu corpo, nem as pálpebras, impotente, desanimado, exangue, inerte, um morto-vivo mergulhado nas trevas do coma.

Foram 23 anos de cativeiro. Sabe-se lá de que mecanismos mentais teve de se valer para manter intactas as faculdades mentais, ele raciocinava como qualquer pessoa.

É impressionante este caso. Esse homem tem de ser entrevistado para que se saiba por que não se lhe desfaleceram as forças e ele resistiu até não deixar de raciocinar nunca.

Se para um paciente recolhido por meses a um hospital, podendo mexer-se e comunicar-se com todos os que entram no quarto, já é um suplício este internamento, imaginem um corpo preso a si próprio durante 23 anos, com o cérebro funcionando, em plena consciência, como há de ter sobrevivido esse homem?

E como seu desespero não virou loucura?

Este caso, se por um lado revela ao mundo que há vidas estuantes atrás dos muros do estado comatoso, há de remeter mais ainda para o debate sobre a eutanásia.

Dirão os humanistas que, enquanto houver vida, ninguém pode extingui-la. Ninguém tem o direito, argumentarão, de interromper uma vida, por mais inútil e sofrida que seja.

E eu não me envergonho de declarar que mais ainda me torno adepto da eutanásia depois de conhecer o caso de Rom Houben, o belga que mergulhou nas trevas do estado comatoso, sem perder a consciência, isto é, em últimas palavras, entregue miseravelmente a um sofrimento atroz e permanente.

Neste caso e em tantos outros, creio firmemente que se aplica a morte piedosa.

A ciência não tem o direito, a meu ver, de prolongar indefinidamente esse gigantesco sofrimento. Quando a um homem que sofre assim tão eloquentemente é negado o direito de pôr fim à sua vida, o ambiente externo tem de assisti-lo e socorrê-lo no caminho da morte.

Por entre as reportagens em torno desse caso, está faltando um só dado: se em meio ao monumental tormento de que foi e é vítima, o belga infeliz pensava em sobreviver ou acalentava o sonho da morte, desejando-a para colocar um fim na sua cruz.

Tenho certeza de que ele sonhava que alguma mão compassiva e inteligente pusesse fim à sua vida.




Escrito por Chassot às 07h48
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Os países pobres terminarão por pagar a conta

  30NOVEMBRO2009

SEGUNDA-FEIRA

Faltam 06 dias para a COP-15: Conferência do Clima de Copenhague

Porto Alegre

Ano 4 # 1215

Abro esta blogada com muita indignação, reproduzindo mensagem que enviei ontem à tarde: À Folha de S. Paulo, perco prazeres que há quase um quarto de século curto muito (o Mais dominical, a Ilustrada, alguns articulistas...), mas não perco a dignidade lendo um jornal que se tornou indigno de milhares de leitores. Publicar o artigo maldoso e autopromocional do Sr César Benjamin, que tentou destruir uma pessoa é inadmissível. Acolham meu radical e indignado repúdio, attico chassot Professor e Pesquisador do Centro Universitário Metodista - IPA Porto Alegre RS

Não pretendo detalhar o nojento texto "Os Filhos do Brasil" do editor e ex-petista César Benjamin publicado nesta sexta-feira na Folha. Obrigo-me a uma pequena contextualização, em homenagem a meus leitores que não tomaram conhecimento do desencadeante de minha revolta. Benjamin, em um texto de quase uma página, na primeira metade narra quanto ele foi uma pessoa excepcional enquanto preso pela Ditadura Militar para depois relatar conversa de 1994 onde diz que o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria dito, num contexto sexual, que tentou "subjugar" um colega de cela quando esteve preso em 1980.

O Presidente e outros citados no artigo desmentem radicalmente o episódio. O então delegado do Dops e hoje senador Romeu Tuma (DEM) negou, por meio da assessoria, que tenha ocorrido alguma agressão entre os presos.

Três ex-companheiros de cela de Lula no Dops, José Maria de Almeida (PSTU), José Cicote (PT) e Rubens Teodoro, negaram ter presenciado situação semelhante à narrada no artigo.

A manhã, depois de um domingo de um domingo ensolarado, se inicia com notícia de temporais em diferentes pontos do Rio Grande do Sul. Aqui o prognóstico é um dia nublado com instabilidades. Os índices pluviométricos neste novembro foram expressivos.

Falemos de coisas menos amargas. Na tarde de ontem a Gelsa e eu não resistimos. Fizemos a nossa quinta e última visita a Bienal, que encerrou ontem à noite. A Maria Antônia e a Maria Clara não tinham agendas disponível. Assim nossa companhia foi apenas o Antônio, com que avonamos. Voltamos por primeiro ao Cais do Porto no Armazém A5 com as ‘Biografias Coletivas / Texto público. Ali queríamos acompanhar as trocas que ocorriam a partir da proposta de Nicholas Floc’h – um renomado artista que vive e trabalha em Paris – que como contei ontem, veio semanas antes da Bienal a Porto Alegre. Nesse período, e em diferentes comunidades produziu arte com grupos. Na tarde de ontem vimos, por exemplo, um grupo receber instrumentos musicais em troca de instrumentos de madeiras que haviam produzidos. Vimos outros ganharem camisetas para uma equipe de futebol e apetrechos esportivos e ferramentas para construírem um campo de futebol na comunidade do Morro da Cruz.

Na foto  estou com o Antônio examinando uma das rodas do microônibus. Este vai para o Museu de Artes Contemporâneas de Lima e uma comunidade do Lami vai receber um microônibus ‘de verdade’ para o transporte escolar de suas crianças. 

Visitamos vários outros espaços. Algo que encantou o Antônio foram as bolhas de água com sabão são emitidas por um módulo lunar. Também ajudou a desmanchar, junto com sua avó, uma das obras da artista plástica argentina Mariela Scafati, também referida ontem.

Ele e nós contemplamos extasiados, em vídeo projetado em uma imensa tela, um passeio a um conjunto residencial com 40 mil da Cidade do México. O espanhol Jordi Colomer, que nasceu em Barcelona, em 1962 e reside e trabalha atualmente em Barcelona e Paris, mostrou a transformação das casas. Elas pelas normas de ocupação, não poderiam sofrer nenhuma modificação. Mas todas se transformam. Isso a ‘mesmidade’ se transforma em diferenças.

Valeu muito esta curtida final da 7ª Bienal. Como estaremos na oitava em 2011? Aguardemos.

Para encerrar um lembrete: Domingo começa a COP-15 – Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU, em Copenhague. Um estudo do Banco Mundial – publicado há uma semana – quantifica, pela primeira vez, o tamanho do prejuízo que os países em desenvolvimento terão com a elevação da temperatura do planeta. E o número assusta: de 75% a 85% da conta serão deles. Mais uma vez: os países pobres terminarão por pagar a conta, pelos desmandos dos países ricos. 

O BIRD calcula que governos e setor privado terão de investir cerca de US$ 250 bilhões anualmente para reduzir as emissões das nações em desenvolvimento e promover novas tecnologias para adaptá-los às mudanças climáticas até 2030. Essas despesas para mitigar os efeitos das mudanças climáticas vão desde modernização das técnicas agrícolas até o investimento em moradias resistentes a inundações.

O banco afirma que, atualmente, gastam-se apenas US$ 10 bilhões para o financiamento climático dos países em desenvolvimento, muito abaixo dos pelo menos US$ 75 bilhões necessários para a adaptação às novas condições climáticas e US$ 175 bilhões para a redução das emissões. O relatório aponta ainda que as emissões têm impacto direto sobre pobreza e que os países mais pobres terão reduções permanentes do PIB de 4% a 5% com o aumento da temperatura global em 2 graus Celsius — elevação já aceita como um fato irreversível.

Na expectativa que a COP-15 tenha êxito nos propostas de cuidarmos melhor do Planeta, desejo uma excelente segunda-feira, curtida no advento do dezembro que se avizinha. Até então.


 



Escrito por Chassot às 06h19
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Um (quase) adeus a Sétima Bienal

  29NOVEMBRO2009

DOMINGO

Faltam 07 dias para a COP-15: Conferência do Clima de Copenhague

Porto Alegre

Ano 4 # 1214

A manhã de domingo já vai adiantada. E, excepcionalmente é ensolarada. Há quanto não acontecia isso. Ainda ontem pela manhã um temporal passou por aqui de raspão. Aqueles de fé cristã têm nesse domingo o início do ano litúrgico. Começa o tempo do Advento, balizado pelos quatro domingos que antecedem o Natal. O cristianismo interpretou como sendo os 4 mil anos que o povo eleito esperou o Messias. Como este povo já está no ano 5770 da espera, teremos em alguma religião futura trazida por um novo Messias, um advento muito mais estendido. Ainda mais, se esta nova religião se der conta que essa espera já se prolonga por alguns milhões de anos, ao invés desses esmirrados milhares de anos judaico-cristãos. 

A propósito desse tempo manifestava o desejo que esse dezembro que é Advento não nos consuma demais com suas marcas consumistas. Minha querida colega Profa. Dra. Joanez Aparecida Aires, do EDUQUIM - Núcleo de Educação em Química da UFPR, escreveu-me ontem com muita propriedade: “[...] tenhamos mesmo discernimento para sermos menos consumistas neste Natal... só não vamos economizar no desejo de estarmos em PAZ!’

O comentário dominical quer ser breve, até para ir curtir um pouco o sol, Então se resume a dois breves comentários. O primeiro acerca de minha participação no ‘1º Colóquio Rompendo Fronteiras: Interdisciplinaridade nas Ciências Humanas’ e o segundo sobre a minha quarta (e provável, ultima) visita a 7ª Bienal do Mercosul.

Foi muito bom ter participado do Colóquio, que teve uma marca gratificante: foi organizado por um grupo de estudantes do Curso de História do Centro Universitário Metodista - IPA. Só por isso a iniciativa é louvável. Fiz publico meus elogios ao Ben Hur, ao André e a Renato pela iniciativa a qual se associou o Curso de Filosofia, coma liderança de mais um André, este da Filosofia.

Aqui algo muito pessoal. Mesmo que essa semana essa fosse a minha quarta fala, ou pelo menos a décima de novembro: foi a que estava mais nervoso. Não quero parecer megalômano: mas lembro até por ser filho de Maria e de um carpinteiro (que não se chamava José) o que disseram de Jesus quando foi falar na Sinagoga de Cafarnaum. É difícil ser profeta na própria casa.

Penso que consegui dar meu recado, mesmo com algumas limitações. Foi muito grato poder publicamente homenagear ao final Marcos Vinícius Pacheco Bastos, presente no auditório, que há mas de oito meses, sem jamais ter faltado um dia, trás muito significativos comentários nesse blogue, a maioria deles complementares e muito enriquecedores, especialmente nos assuntos de história, mitologia e cabala. Ontem ele prometeu-me produzir alguns textos para este blogue. Cumprida a promessa meus leitores serão aquinhoados com algo muito bom.

Foi muito bom assistir os demais intervenções relacionadas no e-flyer que postei com a edição de ontem, especialmente aquelas do Débora Vogt e do Julio Bernardes que me apresentaram o quase desconhecido (para mim) filósofo Hobbes. Foi precioso ouvir a arquiteta e urbanista Vanessi Reis contar da Cidade baixa desta Porto Alegre da qual ainda desconheço tanto. Foi bom ouvir meu colega Ramiro Bicca Ensinar História com musica popular, fazendo aproximações com teses que defendi.

A segunda dimensão deste relato relaciona-se com mais uma visitação a 7ª Bienal do Mercosul, que hoje se encerra. Com a Liba e a Gelsa, fui mais uma vez ao Cais do Porto, onde no Armazém A6 admiramos ‘Arvore Magnética’ no A5 ‘Biografias Coletivas / Texto público. Acerca de uma e outra das duas fantásticas (e a primeira até fantasmagoria) produções não tenho quase condições de fazer análises.

No Armazém A6 a proposta surge a partir da prática artística, aonde os processos de transformação de obra e título em uma proposta da curadoria são o efeito de um sistema de intercâmbio de forças, um sistema “magnetizado” e um fluxo de energias que põe o artista-curador e o artista-expositor e suas obras em um lugar de interrogação permanente. 

A proposta para esta exposição consiste em que as obras serão programadas por seus autores para serem modificadas ou transformadas radicalmente durante o período de exibição da 7ª Bienal. Todas as obras se transformarão dez vezes, com o objetivo final de mostrar ao público que os processos de desenvolvimento das obras não terminam no ateliê ou no início da exposição. Deste modo, este método de trabalho propõe um olhar mais aproximado e direto com a crítica especializada, com a imprensa e especialmente com o público, todos provocados pela dinâmica das obras a repensar seu papel como atores determinantes no campo contemporâneo da arte. 

Nessa dimensão, na tarde de ontem, já assistíamos a demolição de uma das obras sob o beneplácito da autora Mariela Scafati, uma das artistas argentinas convidadas. Devo dizer que me deu dó o ato.

No A5 ‘Biografias Coletivas / Texto público.a proposta pode ser sintetizada na afirmação: "Propomos uma estética que manipule a própria sociedade como se fosse material tridimensional. Não é poder político o que queremos obter através da arte, mas sim a sobrevivência, a reprodução e o prazer para nossa espécie”. A exposição se apropriou da frase do artista chileno Juan Downey (1940-1993) como uma ideia potencializadora de sentido, tanto para os artistas participantes quanto para o público. A exposição se propõe como uma investigação visual que explora as possibilidades da arte, seu conjunto de relações, métodos e processos como ferramentas capazes de deslocar a visão superficial que muitas vezes se costuma ter de um contexto determinado. O processo criativo será uma ação de resistência interpeladora dos referenciais estabelecidos, permitindo uma revisão de um contexto político, histórico, cultural e cotidiano, inclusive.

Pois de tudo que vi nesta Bienal, neste segmento encontrei talvez o que mais me pareceu ‘duradouro’. Nicholas Floc’h que nasceu em Rennes, França, em 1970 e vive e trabalha em Paris vei semanas antes da Bienal a Porto Alegre e em diferentes comunidades (no Morro da Cruz, no Lami, no centro da cidade) produziu arte com grupos. A produção devia refletir desejos coletivos. Assim no Morro da Cruz a comunidade deseja um campo de futebol. Foi feita uma imensa maquete, com goleira, rede, bola, camisetas, ferramentas para fazer o campo. O grupo do Lami, deseja um Van para transporte escolar e essa foi construída em tamanho natural, toda em madeira. Uma ONG do centro deseja pintar o seu edifício-sede, construíram andaime, latas de tintas, pincéis tudo em madeira; Toda essa produção. realizada junto com Nicholas Floc’h, que ao longo da sua carreira, realizou performances em todo o mundo, bem como mostras individuais e coletivas estava disponível durante a Bienal para ser trocada pelos objetos reais. E quase todos encontraram colecionadores de arte que as trocaram. Assim o curador de um museu de arte contemporânea de Lima trocou  a van que esta na exposição por uma ‘van de verdade’. O mesmo ocorreu com outras obras de arte. Realmente a proposta é sensacional.

Vimos ainda muita outras obras muito lindo. Está sendo quase irresistível não ir dar um adeus à Bienal no seu encerramento esta tarde. Meus votos de um curtido domingo, que se faz muito especial aos gaúchos, que reconhecem de novo um dia ensolarado. E o Advento não nos consuma demais com suas marcas consumistas.




Escrito por Chassot às 10h23
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