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Tradições perdidas: umas lamentadas; outras, festejadas!
Independente da multireligiosidade da data – o Sábado de Aleluia, para os de fé cristã – ela enseja a crentes e não crentes muitas evocações. Se ontem foi dia de recordar as colheitas de macela [ou marcela] que fazíamos e de todas aquelas proibições à sexta-feira-santa, hoje era dia de darmos as últimas ajeitadinhas nos ninhos. Quanto trabalho para crianças urbanas conseguirem barba-de-pau? Era o dia que as mães, auto-intituladas ‘ajudantes do coelhinho’ fazerem os derradeiros enchimentos com amendoim açucarado das muitas cascas amealhadas cuidadosamente de todos os ovos consumidos desde o começo da quaresma, que foram tingidos com anilina ou papel crepom. Também era no sábado de aleluia que se cozia e tingia os ovos duros para aumentar-lhes o prazo de validade. A noite de sábado para o domingo de Páscoa parecia ser a maior noite do ano. Mas, mal raiava a madrugada, lá estávamos na busca dos ninhos.
Tudo isso para ser um passado distante... assim, aceitamos que agora, com nossos netos não há mais tanta emoção. Perdemos muitas desta tradição em apenas espaço de uma ou duas gerações. Mas, parece haver algo que também perdemos muito recentemente. E acerca dessa perda, vale cantar jubilosos aleluias. Que a tenhamos perdido!
Refiro-me à malhação de Judas ou queima de Judas é – quisera colocar aqui o verbo no passado: foi – uma tradição introduzida na América Latina pelos espanhóis e portugueses – talvez muito marcada pelo ódio votado pelos cristãos aos judeus, personalizado em Judas, tido como um traidor – é também realizada em diversos outros países, sempre no Sábado de Aleluia, simbolizando a morte de Judas Iscariotes. Usualmente consiste [oxalá: consistia] em surrar um boneco do tamanho de um homem, forrado de serragem, trapos e jornal, pelas ruas de um bairro e atear fogo, normalmente ao meio dia.
Já contei aqui que na liturgia de Sexta-Feira Santa, até o Concílio Vaticano II (1962-1965), entre a série de orações solenes pela Igreja, pelo papa, pelos bispos, por todo o clero e pelo santo povo de Deus. Havia também orações pela conversão dos hereges, cismáticos e pagãos e uma especial pelos “pérfidos judeus”, para que Deus não repila este povo, mas que, mesmo com a sua obstinação, apesar de sua cegueira, se convertesse. Todas as invocações anteriores eram seguidas de um “ajoelhemos” e de um “levantemos”, porém para a oração pelos judeus a rubrica anunciava que não se diz o “ajoelhemos” e “levantemos” para não lembrar as genuflexões que os judeus fizeram diante de Jesus, zombando d'Ele. Quanta inculcação oficializada! Afortunado Concílio Vaticano II que livrou a Igreja Católica desta e de outras intolerâncias!
Talvez pudéssemos dizer: afortunados tempos que nos livramos da malhação de Judas.
Escrito por Chassot às 18h51
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Recuerdos de una semana santa andaluz*
* Tenho um texto homônimo de 18 páginas, com imagens fotográficas que será um dos 15 capítulos que já tenho amealhado para futuro livro de viagens, que pretendo submeter à edição. Se houver algum leitor que desejar lê-lo, posso enviar por correio eletrônico, bastando apenas solicitar aqui.
Numa sexta-feira santa, ao recordar a minha infância lembro que não se ouvia rádio, nem se varia a casa ou se ordenhava as vacas. Agora, não preciso nem esperar que os jornais ou as redes de televisão apresentem cenas das empolgantes celebrações de semana santa na Espanha e particularmente na Andaluzia. Meu imaginário está fortemente povoado pela mais emocionante semana santa de minha vida: aquela de 2002, vivida durante o período que a Gelsa e eu fizemos pós-doutoramento em Madri.
Assim, hoje trago algumas recordações daquela inesquecível semana santa. Foram dias prenhes de envolvimento por uma das mais intensas manifestações de culturais dos espanhóis: a religiosidade. Assim aqui estão alguns excertos de um texto bem mais extenso.
Na madrugada de domingo de ramos, 24 de março de 2002, tomávamos o primeiro metrô, para a movimentadíssima Puerta de Atocha, onde às 7h em um Ave, – trem de alta velocidade –, partíamos cheios de expectativas. Às 10h30min estávamos em Córdoba, uma cidade com cerca de 200 mil habitantes. O perfume das laranjeiras floridas nas ruas logo nos contagiou. Os preparativos nas ruas para a primeira procissão eram intensos.
Uma primeira novidade: haveria uma procissão que iniciaria às 11h e se prolongaria até às 16h e outras cinco durante a tarde; sendo a primeira, partir da 15h30min e as últimas terminariam à 1h da madrugada, ou seja, mais de 13 horas processionais. E vimos que haveria mais 6 procissões programadas para segunda-feira (Lunes Santo); 5 para terça-feira (Martes Santo); 5 para quarta-feira (Miercoles Santo); 6 para quinta-feira (Jueves Santo); 6 para sexta-feira (Viernes Santo) e uma para o Domingo de Páscoa.
As procissões, que ocorrem durante todos os dias da Semana Santa, em todas as cidades e mesmo em pequenos povoados, são centrais nas comemorações destes dias festivos. Tivemos os primeiros contatos com os “nazarenos” ou “penitentes”, que passariam a integrar nossa realidade durante toda a semana. Estes trajam longas túnicas com cíngulos, revestidas por mantos e longos chapéus cônicos – estes chapéus são muito semelhantes àqueles que usavam os submetidos aos tribunais da Inquisição –, vestem uma cobertura sobre o rosto, com apenas dois buracos na altura dos olhos. Estes hábitos ostentam bordados com as insígnias da irmandade. As vestes são de diferentes cores, predominando o preto e o roxo escuro, mas existem aqueles que são brancos, verdes, azuis ou vermelhos, havendo também possibilidades de combinações de cores entre túnica, manto, chapéu e cíngulo. Os nazarenos podem ser homens, mulheres, jovens e mesmo crianças. As crianças além de nazarenos são chamadas de hebreus. A grande maioria dos participantes de uma procissão, mesmo as crianças, leva grandes velas.
Aprendemos também que cada uma das diferentes procissões (por exemplo, as 35 desta semana em Córdoba) era responsabilidade de uma cofradía ou irmandade, que é uma entidade civil que se reúne de uma maneira sistemática e permanente, com diferentes fins, por exemplo, assistência social. Estas confrarias têm em um único dia do ano, na semana santa tem seu momento mais importante, com a saída em procissão. Os membros de cada confraria pagam uma contribuição mensal e ainda arcam com as despesas da própria roupa na procissão anual da Semana Santa.
Entre as muitas descobertas em Córdoba, visitamos emocionados uma sinagoga judaica do século 14. Em toda Espanha só restou esta e aquela que se preservams em Toledo. Admiramos também a homenagem que Córdoba presta ao grande Maimónides (1135-1204), um cordovês que foi médico, talmudista e filósofo judeu, que buscou conciliar a filosofia judaica com a filosofia grega, e que teve então muita influência na filosofia judaica, cristã e árabe. Não posso negar que não tenha me emocionado ao posar ao lado de sua estátua.
Continua no segmento seguinte
Escrito por Chassot às 09h38
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Continuação de Recuerdos de una semana santa andaluz*
Na manhã de segunda-feira fizemos o percurso Córdoba a Granada em ônibus. Como na viagem de trem do dia anterior vimos durante o percurso de 2,5 horas quase exclusivamente plantações de oliveira, muitas delas irrigadas artificialmente, de onde colhem uma das riquezas agrícolas da Espanha: a azeitona. Havia também muitas pereiras em floração. Chegados a Granada, uma cidade com 250 mil habitantes, às 9h30min. Uma vez mais, tivemos que esperar o começo da tarde para conseguirmos alojamento no apartamento que reserváramos. Assistimos várias procissões visitamos a Catedral e a Alhambra.
Na manhã de quarta-feira, deixamos Granada através de dois trens, com baldeação em Dos Hermanas chegamos Cádiz, com cerca de 60 mil habitantes, um pouco depois das 12 h. A cidade que ostenta o título de a mais antiga da Europa, pois há registros que tenha sido fundada pelos fenícios há mais de 3.100 anos. Chegamos ao hotel e imediatamente fomos conhecer a cidade que se localiza em uma península que tem num dos lados o Oceano Atlântico e no outro uma imensa baía, onde se localiza o porto que foi tão importante no período da América colonial espanhola.
Cádiz também tem uma impressionante parte antiga, com um comércio muito movimentado, onde nos chamou à atenção a decoração das vitrines, com motivos da Semana Santa, especialmente com reproduções de diferentes passos dos que são levados nas procissões.
Neste Miercoles Santo, nesta cidade havia quatro das 27 procissões da Semana Santa gaditana. Vimos uma delas entrando na Catedral. Uma característica que só vimos em Cádiz foi aquela em que os nazarenos carregavam lindos trabalhos realizados com palmas secas. Até quase às 3 horas da madrugada vimos e ouvimos da janela de nosso apartamento, situado junto à igreja de São Francisco, passar procissões, com suas músicas funéreas, ritmadas por bumbos dolentes.
Na manhã de quinta-feira viajamos a Sevilha, com cerca de meio milhão de habitantes, aonde chegamos com um tempo com chuvas esparsas. Primeiro visitamos a imponente Catedral gótica iniciada no princípio do século 15, com diferentes capelas e sacristia. É impressionante o acervo de obras de arte na catedral, com quadros representando cenas bíblicas e santos realizados por pintores espanhóis de diferentes épocas. Dentro da Catedral há o túmulo de Colombo, cujo esquife é levado por quatro representantes de cada um dos reinos que formaram a Espanha – Castela, Navarra, Leão e Aragão.
A Sexta-feira Santa amanheceu ensolarada e os jornais estampavam fotografias de nazarenos chorando no momento que, na tarde e noite anteriores, tomavam conhecimento de decisões que suas confrarias não sairiam, em virtude da chuva. Fizemos nesta manhã um lindo passeio pelo centro da cidade e pelo bairro de Santa Cruz, onde se localiza a Juderia, local em que almoçamos.
Na manhã de sábado voltamos de trem a Córdoba, em apenas 40 min. Tínhamos uma meta: visitar a Basílica-Mesquita, que não viramos no domingo. Valeu, e muito, a alteração da programação. Também aqui é impossível descrever o que é esse imenso conjunto arquitetônico. A Igreja Catedral de Córdoba é uma antiga mesquita islâmica, considerada um das construções mais imponente do mundo.
À noite voltamos de AVE à Madrid. No ensolarado domingo de Páscoa, que teve uma hora menos, pois na Europa iniciava o horário de verão, buscamos recuperar forças, pois turismo também cansa e nossa semana teria uma agenda extensa.
Escrito por Chassot às 09h36
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Como sugestão de leitura nesses dias que também convidam a um descanso nesse ano letivo que o calor fez mais árduo.
René Descartes (1596-1650), uma das figuras mais importantes da Filosofia e da Ciência do mundo ocidental, tinha também um lado místico e misterioso. O filósofo teria deixado um diário secreto e Leibnitz – um dos inventores do cálculo – tenta desvendá-lo.
Conhecer acerca das vidas daqueles que são ‘nossas bibliografias’ é algo que sempre me entusiasma. Como professor de História da Ciência freqüentemente Descartes está em minhas falas e evidentemente no meu cotidiano, por exemplo, toda a vez que preciso me localizar espacialmente. Foi, para mim, das mais enriquecedoras e sumarentas leituras que fiz sobre a vida e obra do filósofo e matemático da aurora da Revolução científica.
Antecipo aqui, excertos de resenha que preparo para o £EIA £IVRO, como sugestão de leitura nesses dias que também convidam a um descanso nesse ano letivo que o calor fez mais árduo.
Muito provavelmente, quando referimos o nome de René Descartes (1596-1650), no imaginário da maioria de meus leitores aflore sua célebre frase: “Penso, logo existo!”. É razoável essa emergência, pois podemos considerar que Descartes, com esta frase, tenha ‘inaugurado’ a relação entre corpo e mente, marcando a teorização (e não apenas a experimentação) como uma possibilidade de construirmos conhecimento. Mesmo que usemos Descartes diariamente, quando queremos localizar espacialmente um ponto, ou mesmo um móvel, no espaço, muitas vezes não nos damos conta de estarmos usando um dos mais significativos e úteis resultados de suas várias teorizações: as coordenadas cartesianas.
Amir D. Aczel, um estadunidense, professor universitário de Matemática e Estatística, conta que muito recentemente estava perdido em uma nevasca no Canadá e foi salvo pelo rastreamento de seu carro por GPS. Deu-se em conta então que fora algo, baseado nas coordenadas cartesianas que garantiu que pudesse ser levado ao conforto e a segurança de um hotel. Desejoso, a partir desse evento, de saber mais acerca do inventor que lhe proporcionara ter a vida salva, passa a investigar sua história. Vai viver em um apartamento em Paris, em um edifício do Século 17, próximo à igreja de Sanit-Germain-des-Prés, nas imediações onde, há 400 anos, vivera, em diferentes oportunidades, René Descarte. Fez então descobertas surpreendentes que nos conta em ‘O caderno secreto de Descartes’ um primoroso lançamento recente no Brasil da Jorge Zahar
ACZEL, Amir D. O caderno secreto de Descartes: Um mistério que envolve filosofia, matemática, história e ciências ocultas. [Original estadunidense: Descartes’ Secret notebook – A true Tale of Mathematics, Mysticism, and Quest to Understand the Universe]; tradução: Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 230 p.ISBN 978-85-7110-973-5
Escrito por Chassot às 08h14
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Dois destaques para uma quarta-feira dita santa:
º Esta manhã, participei durante 90 minutos, do programa Polêmica, na Rádio Gaúcha onde a pergunta central era O jovem funciona melhor sob pressão ou com diálogo? discutida a partir do episódio em que um romeno pai e treinador esportivo espanca a filha e nadadora, ante as câmaras de televisão, que foi fartamente comentado na imprensa. Lauro Quadros e as psicólogas Maria Alice Targa e Aidê Knijnik, Régis Gonzaga, professor de matemática, e eu debatemos o assunto e o publico se manifestava por telefone, correio eletrônico e votava interativamente. Cerca de 200 pessoas votaram com 61% opinando pela pressão e 39% pelo diálogo. Como se vê minha defesa do ‘diálogo’ não foi convincente. Afora a essência da discussão, preciso dizer que participar de um programa de rádio, sempre me agrada, talvez porque me remeta a minha infância, quando as intermináveis – e provavelmente xaroposas – horas de locução na minha imaginária Rádio PXK Chaça incomodavam meus irmãos.
¥Recebi de Barcelona o n° 51 da revista Alambique – Enseñanza de las ciencias: perspectivas iberoamericanas onde um dos artigos – Haciendo educación en ciencias en los estudios de Pedagogía con la inclusión de saberes populares en el currículum – é de minha autoria. Nesses tempos de continuadas medidas de nosso desempenho acadêmico, com a valorização de publicações estrangeiras no Currículo Lattes, ter um texto publicado na Alambique, que conforme informam os editores na carta de agradecimento “cuya tirada fue de 1.900 ejemplares y que se comercializa bajo el sistema de subscripciones y se distribuye en librerías más importantes y con fondo de Pedagogía de España y América Latina” é motivo de satisfação e por isso merecedor de registro aqui.
Escrito por Chassot às 15h25
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POlêmica na Rádio Gaúcha
http://www.clicrbs.com.br/gaucha/jsp/default.jsp?pSection=432&uf=1&local=1§ion=Polêmica&programa=polemica
Data: 04/04/2007 - Hora: 09:30 > 11:00
Local: Rádio Gaúcha
Programa Polêmica com Lauro Quadros
O jovem funciona melhor sob pressão ou com diálogo?
Lauro Quadros e os convidados Áttico Chassot, doutor em Educação, as psicólogas Maria Alice Targa e Aidê Knijnik, e Régis Gonzaga, professor de matemática, debatem nesta quarta-feira sobre o assunto
Categoria: Evento
Escrito por Chassot às 04h46
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Y Pessach / VPáscoa
Dentro de mais um pouco, a Gelsa e eu vamos à casa da Liba para o Sêder de Pessach (do hebraico סדר, sêder) refere-se ao jantar cerimonial judaico em que se recorda a história do Êxodo e a libertação do povo de Israel. O Sêder é realizado na primeira e segunda noites.
As aulas da noite de ontem na Pedagogia e as do seminário do Mestrado e Doutorado do meio-dia de hoje tiveram como preliminares discussões acerca da definição das datas de celebração da Páscoa cristã, esse ano coincidindo com o Pessach judaico. O assunto trouxe também comentário sobre a celebração do Natal.
É importante constatar o quanto ainda em nosso calendário solar se inserem definições lunares. Vejam o hibridismo da determinação da Páscoa e do Natal, as duas maiores festas da cristandade. Uso muito a propósito termo cristandade, significando o conjunto dos povos ou países cristãos e, assim, não estou me referindo aos que professam a fé cristã. A primeira ocorre numa data móvel, regida pelo calendário lunar, entre 22 de março e 25 de abril. E para que não se diga que a lua determina a data de eventos móveis religiosos (Pentecostes, Corpus Christi, Ascensão etc) ela também define a data do Carnaval - que pode ocorrer entre 03 de fevereiro e 09 de março - até porque esta festa se associava às celebrações quaresmais, segundo alguns sendo a celebração do adeus a carne (= carne vale) antes dos dias de abstinência de carne que se prolongavam até a Páscoa. Enquanto o Natal ocorre sempre em 25 de dezembro, com data definida pelo calendário solar, provavelmente para fazer-se sincrética às festas pré-cristãs celebradas pela passagem solstício de inverno no hemisfério Norte.
A data da Páscoa (tanto na Igreja Católica como nas Igrejas Protestantes e Igrejas Ortodoxas, mas não há necessariamente coincidência com o calendário judeu) é calculada como ocorrendo no primeiro domingo após a lua cheia (lembremo-nos que Sexta-Feira Santa é dia de plenilúnio)*,** seguinte à entrada do equinócio de outono no hemisfério sul ou o equinócio de primavera no hemisfério norte. Essa definição foi um momento que pôs fim a uma histórica divergência dentro da Igreja.
* Há denominações cristãs que tem fixada a Sexta-Feira Santa em 12 de abril, definida a partir de leituras dos Atos dos Apóstolos relacionadas com a data da morte de Jesus no suposto ano 33 da era cristã.
** Um jornal de Porto Alegre, na véspera da Páscoa de 2006, em um material de curiosidades acerca da festa, explicou que para calcular a data da Páscoa bastava adicionar 46 dias a data do Carnaval. Certamente, ao fazer matéria sobre o Carnaval poderia explicar que para calcular a sua data basta subtrair 46 da data da Páscoa
Escrito por Chassot às 18h49
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Solidariedade ao Rabino Sobel
http://www.petitiononline.com/petsobel/petition.html
Aliada a manifestação feita aqui na última sexta-feira, dia 30, disponibilizo uma comovente carta de solidariedade ao rabino Sobel, à qual podes aderir, clicando em http://www.petitiononline.com/petsobel/petition.html.
Esta tarde quando eu a assinei fui a assinatura 8.339
Categoria: Link
Escrito por Chassot às 15h53
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Um registro da UNISINOS.
ôDa primeira tri-segunda-feira abrilina, falta só o turno da noite e então terão passado 6 das 20 segundas de 2007/1. A programação desta noite no Programa de Aprendizagem Educação em Ciências do curso de pedagogia é “Ensino de Ciências : o real / o ideal / o possível” de maneira geral enseja grandes discussões. Mas quando chegar às 22h20min desta segunda-feira muito quente será muito bom. @ Acerca de leitura: & Leio encantado “O caderno secreto de Descartes: Um mistério que envolve filosofia,matemática, história e ciências ocultas” de Amir D Aczel, num primoroso lançamento da Jorge Zahar. Prometo breve uma resenha. & Hoje depois do almoço passei na Livraria Cultural – único momento em que dispara meu lado consumista comprei dois livros. Comprei o último livro Zygmunt Bauman “Vida líquida” também da Zahar e um romance histórico envolvendo Elizabeth 1ª [Elizabeth & Mari: Primas, rivais, rainhas. de Jane Dunn, da Editora Rocco].
Escrito por Chassot às 17h43
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Um abril (quase) mágico
PA Gelsa e eu vínhamos, na noite de ontem, de uma festa comemorativa dos 25 anos de casamentos da Cidara e do Jaime Ripoll, colegas do Instituto Matemática da UFRGS. Quando para surpresa da Gelsa, estaciono o carro. Ante suas interrogações, convido-a a olhar o relógio do painel e ainda outro que havia no Parcão, onde parara. Registravam 00:00. Era o nosso abril que começava. Isso merecia ser celebrado.
87*25ABR*07 Abril tem para nós uma magia toda especial por várias gostosas coincidências. Assim, no dia 25, quando a Clarissa faz 27 anos, a Gelsa e eu estaremos comemorando 20 anos do inicio de nossa história juntos; no dia 29 recordaremos os dois anos da oficialização legal de nosso casamento.
I Mas abril ainda nos brindou/brindará com outras queridas celebrações e estas estão na amorável seara do avonado: dia 8, o Guilherme faz 2 anos e dia 26, a Maria Clara, 1 ano. Falei em brindará: sim, o Antônio, que ameaçou chegar em março, agora escolherá uma data deste mês para estar mais intensamente fazendo esse abril deste 2007 ainda mais memorável.
ôFoi bom colocar nos fazeres deste primeiro dia abrilino, ir ao Brique comprar cestinhas, feitas por indígenas e com barba de pau – algo tão prenhe de reminiscências de minha infância – e preparar 4 ninhos para cada um dos netos e ter a Maria Antônia, o Guilherme e a Maria Clara conosco nesse dia.
Escrito por Chassot às 19h52
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