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Anúncio de um provável silenciamento
QAmanhã, com a Ana Lúcia, o Eduardo e o Guilherme & a Clarissa, o Carlos e a Maria Clara, viajo para o casamento do Júlia e do Benjamin neste sábado, dia 16. Na sexta-feira reencontro-me com a Gelsa que já está em Paris. É um momento que estamos curtindo com emoção? Sim. Só poder fazer essa viagem com um neto e uma neta é algo sensacional. Homenagear a Júlia, com quem já curti quase 20 de seus 25 anos, emociona-me. Há frustrações? Também. Lamento não estar juntos com todos meus filhos no Natal. É a primeira vez que isso ocorre em toda a nossa história de 39 natais como pai. O preço de uma passagem é muito caro, e isso determinou que se ampliassem um pouco os dias de Europa. Voltamos dia 31. Para evitar que vivamos os momentos dantescos como os experimentados no último dia 5, no vôo para Belém, antecipamos o trecho nacional para a parte da manhã, mesmo que a viagem para a Europa só ocorra à noite.
@Ainda um comentário. Esse espaço criado quase numa brincadeira em nas vésperas de iniciar o segundo semestre letivo de 2006, no último domingo de julho, desde então teve a cada dia pelo menos um registro em mais de uma dezena de cidades. Não sei bem quem realizou as mais de 1,7 mil visitas [subtraio do contador uma estimativa de meus acessos para escrever] nesses 4,5 meses. Estimo, numa avaliação pretensiosa, que haja uma meia dúzia de leitores quase cativos. São poucos aqueles que me brindam com algum comentário. Vibro com eles. Ontem recebi um correio eletrônico de uma professora da UFMG: “Chassot querido, desde o último EDEQ fiquei fã do seu blog! Um dia eu ainda vou ter o meu!!!” Agora, espero que possa colocar algumas notícias no blog sobre essa viagem. Repartindo com meus leitores um pouco de minhas emoções.
å Assim, esse blogar de hoje é mais do que uma despedida. E também para desejar muita alegria pelas festas que se aproximam e augurar que 2007 seja pleno de Paz e de alegria.
Escrito por Chassot às 16h36
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In Memoriam Mozart Pereira Soares
ÿ Quisera que hoje minha única manifestação fosse a indignação expressa na carta que dirijo à Roseli.
Há maneiras de prantear mortos recentes, mesmo que ambos os mortos tenham 91 anos. Faleceu um homem de outra estirpe.
O Professor Mozart Pereira Soares. Tive o privilégio de tê-lo como colega. Evoco dele dois episódios.
Quando eu fui, no final da década de 70, diretor de Controle e Registro Discente da UFRGS, o professor Mozart, já sessentinha e aposentado da Faculdade de Veterinária, onde fora diretor, ingressou, como diplomado, no curso de direito. Quando veio fazer a matrícula, tivemos que dar-lhe um número de matricula que remetesse ao seu primeiro ingresso na Universidade. Assim ele ficou o aluno 0001/39. Era o número de matrícula mais remoto e em uma listagem crescente, ele sempre era o primeiro da lista. De mais de 16 mil alunos que havia então, ele era o único que eu evocava pelo seu número de matricula, cujo ano era o de meu nascimento. Celebrávamos, vez ou outra, essa coincidência.
A outra, foram os encontros que tivemos na Capela Positivista, onde recebi dele inspiradas aulas acerca da doutrina comtiana que abraçava.
Aos prantos de sua querida Palmeira das Missões junto a minha tristeza.
Escrito por Chassot às 21h21
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"Carta a um ícone da Educação brasileira"
Quando: 12DEZ2006
Minha querida amiga Roseli,
ontem à noite, terminava meu terceiro turno de trabalho aqui na UNISINOS, com aulas na graduação na Pedagogia, ao passar pela minha sala, sou surpreendido com a dantesca notícia do que ocorreu na quinta-feira na UNIMEP. Sem que quisesse procurei e vi teu nome. Fiquei atônito. Não sabia o que te escrever. Fiz uma rápida mensagem para tua amiga Gelsa que está no exterior. Ela respondeu: “estou estupefata com o que me escreves. Peco-te que transmitas para a Roseli minha mais profunda indignação, toda minha solidariedade e meu grande carinho neste momento em que ela esta sendo tratada com desrespeito pessoal e profissional.”
Desde ontem tenho pensado o que te dizer. A Lenir, em nome da Divisão de Ensino disse algo que é significativo: “[temos a] convicção de que você merece novos tempos, sim!”’ Eu adito: a UNIMEP não te merece. Sei que isso não é consolo.
É lamentável que tu – e numa extensão a própria UNIMEP – são vítimas da mercantilização do ensino, incluindo nessa uma desvairada alternativa: a Educação à distância. A concorrência perversa que instituições picaretas, sem qualquer tradição acadêmica fazem a conceituadas instituições comunitárias e confessionais é algo insano e insustentável. A toda hora estamos nos perguntando quem será a bola da vez. Isso vale para pessoas e para instituições.
Repito que isso não consola, mas nos assegura, mesmo que de tal não tivéssemos dúvidas, que foste vilmente ceifada sem que se considerasse tua reconhecida competência acadêmica. Isso hoje não conta, ou melhor conta contra.
Não vou, aqui e agora, fazer um discurso hagiográfico – mesmo que esse fosse merecido – sobre o que representas para a Educação Química brasileira. Até porque não estás saindo de cena. Tu és e serás a nossa referência maior.
Talvez do campus avançado de Mauá teremos agora mais confortavelmente tuas lições. Tu sabes que nós estamos contigo especialmente porque sabemos quem tu és.
Minha dolorida solidariedade,
attico chassot
Categoria: Citação
Escrito por Chassot às 11h38
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A 20ª de 20
Agora estou quase entrando em aula para a ultima das 20 noites de segunda-feira. Temos a apresentação dos últimos oito trabalhos e depois as atividades de encerramento do Programa de Aprendizagem Educação em Ciências. Isso é muito bom. Já disse em outra situação que nenhum dos rituais acadêmicos tem o seu nome tão bem posto como o da qualificação de uma tese de doutorado ou uma dissertação de mestrado; aliás isso vale para monografias, trabalhos de conclusão ou qualquer trabalho acadêmico. A qualificação é o momento que orientador e orientando apresentam seus trabalhos para seus pares para a ratificação ou a retificação de trajetórias. Vivi isso intensamente nessa tarde quando a Doutoranda:Paula Corrêa Henning, minha orientanda, apresentou a banca examinadora formada pelo Prof. Dr. Jarbas Santos Vieira – UFPel; Profª Drª Eliana Perez Gonçalves de Moura – FEEVALE; Profª Drª Cecília Irene Osowski – UNISINOS; Profª Drª Maria Isabel da Cunha – UNISINOS a sua proposta de tese: “A CONSTITUIÇÃO DAS CIÊNCIAS HUMANAS A PARTIR DO CAMPO DE SABER DA DIDÁTICA: DISCURSOS PRODUZIDOS NA CONTEMPORANEIDADE”. Foram quase 3 horas de intenso aprendizado pedagógico, com excelentes contribuições de cada um dos colegas as banca. Ajudaram muito em uma reunião que fizemos depois da Banca as colocações das leituras que fizeram da sessão a Patrícia e o Jairo. Agora, emcerrar as aulas de segunda-feira deste 2006/1 numa das tardes-noites mais quentes aqui na UNISINOS.
Escrito por Chassot às 18h10
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Um demônio se foi
N Fomos neste domingo lembrados dos dolorosos 17 anos (1973-1990) nos quais o Chile viveu uma das piores ditaduras. A morte de Augusto Pinochet aos 91 anos não lamentada. Esta vida extensa não deve ter sido um prêmio, mas um castigo, pois quando víamos o antes todo poderoso, trôpego e senil, desejávamos que sua vida ainda fosse mais estendida, para que pagasse um pouco aqui pelo muito mal que causou.
Q Foi bom ir almoçar nos Lucions, que serão companheiros na viagem que faço na quinta-feira com parte de minha tribo. Claro que a perspectiva de perdermos a conexão em São Paulo nos assusta. Foi muito bom encontrar a Liba nesse almoço.
åEm alguns momentos desse domingo falei com a Gelsa, que está uma competentíssima ‘mãe da noiva’. É decisiva sua presença com a Júlia, ratificando o acerto de sua decisão de ir uns dias antes.
& Agora já em ritmo de segunda-feira. A última das 20 tri-segundas desse semestre tem como marca maior a qualificação da tese de doutoramento da Paula Henning. O orientador está também sob avaliação. Há alguns dias tenho a tarde de amanhã no meu imaginário. Minhas expectativas são as melhores.
Escrito por Chassot às 21h16
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Volta à SARMANA
A primeira boa notícia deste cinzento domingo ~~ o meu último deste ano em Porto Alegre ~~ foi que as malas da Gelsa foram localizadas. Isso é muito bom.
Ontem a noite houve uma muito boa comemoração do aniversário do Bernardo. Ele estava muito feliz com os carinhos que recebia.
Foi na Aldeia Sarmana [Sete Amigos Resolveram Morar Aqui No Alto]. Há muito tempo não voltava ao cenário onde morei por 10 anos. Não só morei como ajudei a construir. Ver hoje araucárias, palmeiras, grevíleas de vários metros que plantei é algo que mexe. Aquele morro – uma das cotas mais altas da cidade – era quase um deserto com matacões e menos de meia dúzia de solitárias e raquíticas capororocas. Agora, as casas quase se escondem dentro de um denso arvoredo. Lembrei-me muito do saudoso José Pereira Britto, que além de exímio ortodontista era comigo jardineiro. Também é bom embalar o passado.
Escrito por Chassot às 08h56
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